Houve tempo também para uma boquinha. Salaminhos forraram o estômago do craque. Durante boa parte do tempo, ele não largou o celular. Chegou a pegar o aparelho para fazer uma ligação, mas não foi possível completar a chamada com o número discado. O semblante sério aos poucos virou sorriso de canto de boca. Boca que o jogador tratou de cobrir com as mãos para evitar a leitura labial.
Vai e vem do vestiário
A CBF chegou a informar que Neymar assistiria ao jogo do vestiário do estádio do Colo-Colo, mas isso não seria possível. Como está suspenso, o jogador só poderia frequentar o local antes da partida, no intervalo e no fim. Do camarote, o astro do Barça tinha visão privilegiada, mas nenhuma chance de ajudar a equipe. Vestido com agasalho do Brasil e com um gorro preto, se protegeu do frio e confundiu olhares dos curiosos. O “anonimato” até que durou muito. Neymar só foi notado pela maioria no segundo tempo. Foi quando recebeu pequenas bolas e camisas da Seleção para autografar.
Muitos nem viram quando ele deixou a área reservada, usou uma passagem alternativa e entrou num carro branco que o levaria ao vestiário. O mesmo veículo o levou de volta ao camarote e depois, antes do apito final, novamente ao encontro dos companheiros.
Dentro do campo, os jogadores não esqueceram do craque. Ao marcar o primeiro gol do Brasil, o zagueiro Thiago Silva apontou na direção do camisa 10, que retribuiu com o braço direito levantado e o punho cerrado.
Acompanhado de funcionários da CBF e de dois membros de sua equipe, Rodrigo Galo e Álvaro Costa, que é da sua fornecedora de material esportivo, mas trabalha exclusivamente com o jogador, Neymar assistiu à partida e bateu papo. Gesticulou sobre o posicionamento do time em campo, gesticulou também como se quisesse orientar os colegas e sorriu. Comemorou com palmas quando Roberto Firmino fez o segundo da Seleção e soltou um “uhhhh” seguido de gargalhadas com o quase golaço de bicicleta de David Luiz.
Boca cheia, celular inseparável e cara feia
Neymar também fez cara feia para algumas marcações do árbitro. Em um dos lances de perigo da Venezuela, ele levou as mãos à cabeça, em tom de lamentação, mas vibrou em seguida quando o Brasil se safou de levar o gol. O último ataque perigoso da seleção adversária o craque nem viu. Desceu rápido, cercado por seguranças, para ir para o vestiário.
No próximo sábado, o Brasil vai enfrentar o Paraguai pelas quartas de final da Copa América. É certo que Neymar não estará no campo e agora nem na arquibancada. Hora das férias. Forçadas.
Fonte:Globoesporte.com

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