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terça-feira, 14 de julho de 2015

SEM EXAGEROS, NAÇÃO

 
Oi... Todo mundo um pouco mais calmo por aqui? Até evitei de escrever logo após o jogo porque o troço tava de dar medo nas redes anti-sociais que permeiam nossa nova realidade. Daí fiquei só urubuservando a maré turbulenta e revolta em que tudo se transformou após a calmaria proveniente da vitória sobre o Internacional no meio da semana. Na descida da rampa no Maraca já tava assustador. Povo não tava poupando ninguém. Nem se poupando a galera tava.




Daí, dando aquela corrida básica no Aterro, sem medo algum de facadas ou coisas do gênero, já que Papai do Chão protege, fui refletindo, posto que a corrida é dos melhores esportes para tal. Recapitulei a tarde/noite de domingo e vi que até mesmo eu, um senhor nobre e ponderado, orgulhoso de ter dentre os frequentadores do Boteco muitos torcedores adversários que apreciam minhas asneiras, perdi as estribeiras em determinado momento. E feio. Foi quando o Corinthians marcou o terceiro gol. Na hora muitos se levantaram para ir embora e eu twittei: "tenho nojo de vocês". Fora o mérito de ter sido sincero, talvez não tenha sido dos comentários mais lisonjeiros e ponderados do mundo.




Então vamos lá. Combinar uma porra clara e simples. NÓS SOMOS A NAÇÃO. NÓS SOMOS A RAZÃO DE TUDO. Em alguns anos no futuro, não importa quantos,  NÓS SEREMOS A NAÇÃO. NÓS SEREMOS A RAZÃO DE TUDO. Pouco vai importar Bandeira, Guerrero, Sheik, Wallace, Gabriel ou qualquer outro nome. Então, por favor, há que se fazer uma limitação no perímetro aceitável de até onde podem ir o fricote e o faniquito.




Sério. Frases do tipo "Não vejo mais jogo esse ano"; "Nunca mais ponho meus pés no Maracanã"; "Não perco mais meu tempo vendo esse time"; "Até desliguei a televisão"  e outras do gênero são, além de falsas como uma nota de três reais, plenamente dispensáveis. "Ah... Mas eu estou realmente falando sério. Você vai ver". Se você realmente tá falando sério, pega essa meia dúzia de pano preto e vermelho na sua gaveta e dá pra quem merece usar. Pois se você fala sério em "desistir do Flamengo", nem de Manto Sagrado você pode chamar suas camisas.



Dá só uma pausa e pensa: no próximo sábado ao anoitecer, ou antes, na noite de quarta, você realmente tem condições de ignorar que o FLAMENGO está em campo? Se você pode responder sim sem pensar duas vezes, sinto dizer, mas você escolheu a atividade errada para acompanhar.




E antes que alguém comece a dizer que sou mais um dos que querem ensinar como se torce, já vou adiantando que não se trata disso. Sei que cada um tem seu jeito. Se o meu é o do apoio incondicional e irrestrito, sei que tem o do povo mais tenso, que passa o jogo todo a proferir ofensas mil contra os vinte e dois jogadores em campo, o juiz, os bandeirinhas, gandulas, comentaristas e todo o mundo. Cada um na sua. O que não pode mesmo é essa porra desse ataque de pelanca toda vez que o cinto aperta, dizendo que vai abandonar tudo, pra logo após a primeira vitória, proferir juras de amor eterno e incondicional. Fica patético.



Se somos torcedores... Bora torcer, né?  O Flamengo precisa da gente?  Precisa sim. Mas olha que a gente precisa muito mais ainda dele. Nossa base. Nosso alicerce. Nosso porto seguro (ainda que meio instável ultimamente) onde esquecemos um pouco dos problemas da vida. E pode acreditar. Até pro povo mais raivoso e que condiciona seu amor aos resultados. Essa porra de ganhar só é bom porque tem essa outra coisa de perder envolvida.



Quarta-feira, hein?  Quero ver todo mundo ligado em tudo que acontecer no jogo contra o Náutico. Não tem desculpa. Aqui é FLAMENGO.



Sem mais,

Do amigo,

Sorin.

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