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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Lá e cá: Sheik dá apoio a reintegrados, mas diz entender diretoria e torcida

Emerson Sheik é conhecido por não ter papas na língua e ser espontâneo em suas entrevistas. Por isso mesmo ele costuma causar polêmicas com muitas das declarações que solta. Mas ele mostrou um lado mais político e foi conciliador ao falar pela primeira vez sobre o afastamento e a reintegração de cinco jogadores do Flamengo. Alan Patrick, Pará, Everton, Paulinho e Marcelo Cirino haviam sido punidos também com a multa de 30% no salário por terem participado de uma festa após um treino pela manhã no Ninho do Urubu. Os três primeiros atuaram na vitória por 4 a 1 sobre o Goiás neste domingo, com os dois primeiros sendo titulares. Alan, inclusive, se destacou bastante com dois gols e uma assistência.

Ao ser questionado sobre o tema, Emerson deu apoio ao quinteto e destacou que ele próprio sempre se divertiu fora do trabalho. Ao mesmo tempo, disse entender a diretoria, que puniu os jogadores, e a torcida do Flamengo, que tem protestado contra o grupo.
- É difícil falar sobre o que aconteceu, porque é muito complexo, tem as duas partes. Eu, particularmente, se ficar contra os meninos, vou estar sendo contraditório em relação à minha vida inteira, porque sempre fiz as minhas coisas e nunca abri mão de viver e tentar ser uma pessoa normal. É óbvio que com alguns cuidados, mas nem sempre a gente consegue ficar distante de uma máquina, de uma foto. Mas sou muito a favor de pessoas públicas tentarem viver uma vida comum, como qualquer outro cidadão. Também entendo a diretoria, o torcedor. Ou seja, tem os dois lados da moeda.

O camisa 11 falou sobre a importância que os cinco atletas têm para o elenco rubro-negro tecnicamente e comemorou a participação da maioria deles na partida deste domingo.

- Como atleta e funcionário da instituição, fiquei feliz porque são jogadores que fortalecem muito o time, que agregam bastante. A prova foi hoje. Três jogaram, e o Alan foi importantíssimo na vitória, dando passe e fazendo gols. O Pará deu assistência. O Everton entrou com o gás de sempre. Então é isso, prova que os meninos fazem muita falta. Agora, tem os dois lados da moeda.
Emerson Sheik Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Sheik exaltou a importância do quinteto ao Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Para Sheik, a atitude dos afastados de terem participado de uma festa, mesmo com os constantes conselhos de Oswaldo de Oliveira para se cuidarem por conta da maratona de jogos, não foi uma "coisa absurda". Mas ele voltou a dizer que entende o outro lado da história.

- O torcedor vê de uma maneira e até entendo, porque já fui torcedor também. A diretoria de alguma maneira precisa mostrar que tem liderança, precisa fazer alguma coisa. Por outro lado não consegui enxergar uma coisa absurda que tenham feito, uma vez que as famílias deles estavam avisadas. Ninguém foi para o aniversário escondido das esposas. Elas sabiam. Acho que essa confusão toda poderia ser por parte da família, e não da imprensa e dos torcedores. Mas é complicado, porque o torcedor paga ingresso e às vezes acha que o desempenho dentro de campo tem a ver com a vida pessoal fora. Às vezes tem. Enfim, é muito complicado. Mas que bom que eles voltaram, e voltaram bem para poder ajudar.

Por um fim de Brasileiro digno

Com a vitória, o Flamengo chegou a 47 pontos, mas ainda está a sete do G-4 do Brasileirão, faltando quatro rodadas. Ou seja, a chance de vaga na Libertadores continua remotíssima. Sheik pensa somente em encerrar o campeonato de maneira digna.

- Que a gente some mais pontos, suba na tabela e consiga terminar o ano de maneira mais digna. Dar ao torcedor um final de competição mais agradável, mais feliz, com menos derrotas e mais vitórias. Mas é muita distância, gente (do G-4).

Na passagem pela zona mista do Maracanã após a vitória sobre o Goiás, Emerson comentou ainda a declaração de Oswaldo, que disse na coletiva pós-jogo que tomaria chope em casa por conta do resultado, mas ressaltando que não é jogador e pedindo consciência para seus comandados. O atacante contou que vai ter um fim de noite tranquilo ao lado dos filhos.

- Ninguém tem nada a ver com a vida pessoal do Oswaldo. São hábitos dele o que ele faz ou deixar de fazer fora do trabalho, isso diz respeito a ele e à família dele. Serve para todos os outros, inclusive todos vocês (jornalistas). Acredito que alguns de vocês devem beber um chope. Eu vou para a minha casa e ficar com o Emerson e o Henry, eles estão me esperando para jogar videogame a noite inteira.


Fonte:Globoesporte.com

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