As contundentes declarações de Daniel Alves em entrevista
coletiva, na segunda-feira, fizeram dois ex-jogadores da Seleção e atualmente comentaristas se manifestarem
no programa "Bem, Amigos!",
direto de Salvador, onde Brasil e Peru se enfrentam nesta terça-feira,
às 22h (de Brasília), pelas
eliminatórias da Copa de 2018. Questionado sobre as críticas ao futebol
da
Seleção, o lateral-direito falou que existe uma "energia pesada" no
Brasil e
criticou ex-jogadores que hoje são analistas. Júnior fez questão de
dizer que não se sentiu ofendido
pelas declarações do atleta do Barcelona e lembrou uma conversa com o
jornalista Armando Nogueira, quando começou a carreira fora das quatro
linhas.
- A declaração dele, eu falei para o Casa (Casagrande), certamente não é
para a gente, porque não me atingiu em nada. Eu aprendi uma coisa, quando eu
comecei a trabalhar no SporTV em 1998, na Copa do Mundo, com o mestre Armando
Nogueira, que dizia: "Critique sem ofender e elogie sem bajular." Nós não temos
necessidade nenhuma de ofender ninguém, do mesmo jeito que não temos de bajular ninguém. Pela
nossa formação, se ele falou e se colocou errado não me ofendeu, da mesma forma
que não ofendeu o Casa, na hora que ele deu essa declaração - comentou Júnior.
Para Casagrande, o lateral, como um dos mais experientes do
atual elenco da Seleção, tentou proteger os companheiros das críticas,
mas se expressou mal. Casão afirmou que não busca, como comentarista,
criticar nenhum atleta de forma maldosa.
- Eu
entendi o que o Daniel falou. Ele teve a oportunidade de
falar para nós aquilo que ele pensa, mas ele foi na coletiva falar. Ele
se pôs à frente
do grupo e se expressou mal. Ele foi defender os jogadores do grupo,
como
jogador experiente. Eu tenho a minha história no futebol, ela teve
começo, meio
e fim. Se ela foi brilhante ou menos brilhante, neste momento não
importa mais.
Já foi feita. Eu não tenho como mudar minha história, e eles estão
fazendo as deles. Eu faço
meu trabalho de comentarista com a maior honestidade possível, eu tenho
respeito pelos
seres humanos que eles são e pelos profissionais que eles são. Eu nunca
critico
maldosamente alguém. Eu torço pela seleção brasileira e torço que eles
joguem bem.
E o Léo (Júnior) é assim também, e todos os comentaristas são. Eu
entendi (a posição dele). Ele quis proteger os jogadores, mas tem que se
expressar de uma maneira diferente - disse Casagrande.
Galvão
Bueno defendeu os ex-jogadores e ressaltou que comentaristas,
torcedores e jornalistas precisam expressar as suas
opiniões sem a necessidade de que isso pareça uma crítica violenta
contra os jogadores
que defendem o Brasil. O narrador classificou Daniel Alves como "um
jogador excepcional, um garoto muito bacana", mas disse que ele errou na
entrevista.
- O Daniel foi infeliz, quando na
entrevista coletiva, ele
disse que existe uma energia muito pesada aqui no Brasil e até dos
ex-jogadores. Aí, ele usou duas palavras, que eu não posso repetir aqui e
que não se deve usar em uma
entrevista coletiva. Nenhum deles (ex-jogadores) está querendo o mal
daqueles que estão jogando na seleção brasileira hoje. Todo mundo quer
ver um time
forte, uma seleção forte. A paixão do Brasil pelo futebol é gigantesca. A
paixão do
torcedor pela seleção brasileira é diferenciada. É um patrimônio do
torcedor brasileiro. Se disser que eles erraram,
ninguém está sendo violento contra eles e nem indo contra eles. Todos
nós queremos que a seleção a cada dia jogue melhor. A nossa
obrigação é criticar, principalmente do Júnior e do Casagrande, porque
eles
estiveram lá e fizeram futebol - afirmou Galvão.
Fonte:Globoesporte.com

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