Os presidentes de Santos e Palmeiras se posicionaram contra a
organização de uma liga de clubes, como as equipes gaúchas, mineiras,
paranaenses, catarinenses e cariocas na formação da Liga Sul-Minas-Rio.
As justificativas, no entanto, são de ordens diferentes.
Modesto Roma Júnior, do Santos, disse que os clubes devem
batalhar para fortalecer as entidades que já existem. "A CBF e a
Federação Paulista são organizadas pelos clubes. Temos de trabalhar para
melhorar as entidades que já existem", disse o cartola, após evento na
sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), na zona oeste da cidade.
Já Paulo Nobre, do Palmeiras, utilizou como argumento a questão financeira.
"A
Federação Paulista faz um bom trabalho e o Campeonato Paulista remunera
mais do que a Copa Libertadores. Vivemos uma situação completamente
diferente dos outros clubes e das outras federações. Estamos bem
organizados", disse o dirigente alviverde.
O presidente interino
do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, estava no
evento, mas não deu entrevistas. Após o encerramento, o cartola tricolor
foi embora.
Já o Corinthians não foi representado. O presidente
alvinegro, Roberto de Andrade, não compareceu ao evento da FPF, nesta
segunda-feira.
Federação é contra liga
O
presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos,
disse que a organização de ligas deve "respeitar as datas dos
campeonatos existentes e cumprir com os acordos que já existem". Não foi
apenas isso.
Sobre a Liga Sul-Minas, Bastos disse que vê
problemas no calendário. "Os clubes querem fazer uma nova competição,
mas não pode ter bagunça. Se você faz uma competição desse jeito
atropela as datas que já existem no calendário. Não queremos isso".
Fonte:ESPN

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