Convicção. Foi essa a palavra usada pelo diretor de seleções Gilmar Rinaldi (foto) para explicar a saída do técnico Alexandre Gallo
a três dias do início dos treinamentos para o Mundial da categoria
sub-20. Pegou muito mal na CBF a forma como ele fez a convocação para o
torneio. Além de ter excluído jovens como Gerson, do Fluminense, e
Gabriel, do Santos, de acordo com a entidade, Gallo tomou a decisão
sozinho e a palavra de ordem é "integração".
– É uma determinação do presidente Marco Polo (Del Nero) que haja
integração entre todos os departamentos da seleção brasileira. Essa é a
linha de conduta. Não vou te dizer o que foi feito, mas te digo que, a
partir de agora, os técnicos se reunirão com suas comissões, buscarão
informações com os clubes, cruzarão essas informações e tomarão as
decisões em conjunto – disse Rinaldi.
Gallo teve moral na CBF a ponto de se tornar observador de Felipão na
Copa do Mundo. Ele tinha prestígio com o ex-presidente José Maria
Marín. Mas, aos poucos, com a nova diretoria, seus auxiliares e técnicos
das outras categorias foram sendo demitidos. Ele também havia perdido o
cargo de coordenação geral da base para Erasmo Damiani.
Para contratar seu substituto, Rogério Micalle, Gilmar disse que a
CBF pediu permissão ao presidente do Atlético-MG, seu antigo clube, e
que o técnico topou o desafio mesmo sem poder fazer alterações na lista
de convocados de Gallo, já enviada à Fifa. O Mundial será disputado
entre 30 de maio e 20 de junho, na Nova Zelândia. Os treinos começam na
segunda-feira.
– Treinar uma seleção já convocada por outro técnico causa um
desgaste, mas é melhor que haja esse desgaste do que deixar de fazer
alguma coisa que você tem convicção de que deve fazer – afirmou Gilmar
Rinaldi, que também confirmou Micalle no Pan de Toronto, em junho, e
Dunga no acúmulo das seleções principal e olímpica para os Jogos do Rio,
em 2016.
– O Dunga quando foi convidado disse: "Estou dentro, vamos conversar e vamos nessa". Ele se sente convocado pelo país.

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