Segundo reportagem de capa da revista IstoÉ Dinheiro, Lamacchia forjou uma assembleia geral da Cebrasp (Centro Brasileiro dos Servidores Públicos de São Paulo), uma entidade sem fins lucrativos que, a partir dali, tornou-se uma empresa que tinha o dono da Crefisa como único sócio.
A Cebrasp nasceu em 1984 com o objetivo de promover cursos e qualificar seus associados, que contribuíam com quantias módicas. Lamacchia se tornou dirigente da associação e, de acordo com a publicação, passou a oferecer empréstimos irregulares para os sócios da entidade.
Após a assembleia forjada, em 2004, a Cebrasp foi transformada na Cebrasp Ensino, que era dona de 90% do capital da FAM – os 10% eram de Lamacchia.
Glória, porém, foi a única que registrou seus dados (RG e CPF) corretamente. Ela procurou a Justiça e conseguiu vencer Lamacchia nos tribunais.
A decisão reconhece Glória como a única sócia legítima da Cebrasp e, portanto, a controladora do destino da empresa – o que inclui o poder para destituir Lamacchia. A briga é estimada em R$ 500 milhões, em valores corrigidos.
A sentença não permite mais reforma, mas o empresário ainda tenta atrasar sua execução. A revista relata um episódio de outubro de 2011 em que Lamacchia invadiu a casa de Glória e ofereceu R$ 600 mil para que ela retirasse o processo.
As marcas das empresas de Lamacchia, Crefisa e Fam,
preenchem os espaços da camisa do Palmeiras por R$ 66 milhões por ano. Ele,
também, foi o responsável pela contratação do paraguaio Lucas Barrios, no ano
passado, e é quem paga os salários do atacante alviverde.
O empresário foi procurado pela IstoÉ Dinheiro, mas não
respondeu às perguntas da revista.

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