Flamengo e Alemanha vêm trocando carinhos desde o início de 2014. A
seleção europeia adotou o uniforme reserva inspirado no rubro-negro
carioca para a Copa do Mundo e em qualquer ida ao Maracanã é quase
impossível não encontrar um torcedor com a camisa da campeã do mundo.
Agora, o Flamengo tenta buscar dentro de campo as referências deixadas
pela equipe comandada por Joachim Löw em solo brasileiro.
“Contra o Tigres, joguei com três atacantes, um mais fixo
(Alecsandro) e dois de lado (Gabriel e Marcelo Cirino), e três jogadores
no meio-campo que se movimentam muito. A Alemanha jogou a Copa do Mundo
com essa formação e ganhou. Aqui, quando faço isso, dizem que não dá”,
queixou-se o técnico.
Luxemburgo ressaltou que não jogou com três volantes. “São três
jogadores com dinâmicas diferentes, que vão se revezando. Mas essa
discussão vai ser eterna no Brasil”, reclamou, admitindo a inspiração na
Alemanha.
A ideia do treinador permite maneiras distintas de jogar, assim como a
seleção campeã do mundo. No time europeu, em algumas vezes, jogava
Klose, como atacante mais fixo, ou Müller, que se movimentava mais.
No Flamengo, Alecsandro faz o papel de Klose, enquanto Cirino seria o
Müller: “Nós estamos evoluindo, mas ainda tem muita coisa para
caminhar. Estamos mudando a característica da equipe, jogadores
lesionados, jogadores voltando de lesão. Estou dando uma cara à equipe
de velocidade e mudança de direção. Não tem aquele jogador mais fixo. O
único fixo é o Alecsandro. Temos as alternativas e elas estão
acontecendo.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário