Emocionado, D’Alessandro logo falou da transferência e não segurou o choro. Chegou a interromper o pronunciamento, com mãos no rosto, mas seguiu.
– Não é fácil para ninguém. São sete anos e meio de ter convivido com pessoas que me ajudaram muito. Fizeram que eu fosse um atleta e pessoa melhor, é um clube que me deu tudo. E eu tinha o pensamento que o tempo ia passando e eu queria sair bem, não queria que ninguém estragasse minha história, o momento certo para dar uma parada e fechar uma história muito bonita. O que passei aqui no clube não tem comparação com nada – discursou.
Na despedida, ao menos temporária, D’Ale procurou valorizar
os funcionários do clube e relação com a torcida. O tempo todo, citou do
carinho e respeito que tem pelo Inter, assim como para o River Plate.
– É muito difícil passar pelo vestiário e me despedir dos empregados.
Uma coisa que eu sempre valorizei e tentar manter foi essa relação com os funcionários
do clube. São os caras que nos ajudam dia a dia e, emocionalmente, me deixam
muito tranquilo. O D’Alessandro não é só um atleta de futebol. Deixou alguma coisa como pessoa nesses sete
anos e meio e isso me dá muito orgulho – prossegue.
Multicampeão
pelo clube, com direito a título da Copa Sul-Americana, em 2008, e da
Libertadores, em 2010, D'Ale terá a chance de se despedir da torcida na
noite desta quarta-feira. O argentino seguirá concentrado e, segundo
ele, será opção para Argel para a partida das 21h45 diante do São José,
no Passo D'Areia, pela 2ª rodada do Gauchão. O duelo é válido ainda como
a final da Recopa Gaúcha - competição inédita no museu colorado.– Eu estou disponível para o treinador. Ele que vai decidir – completa.
Fonte:Globoesporte.com

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