Powered By Blogger

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Galo e Flamengo: a derrota que fortalece

Não conheço uma pessoa neste mundo que goste da derrota, que a celebre e se envaideça dela, que chegue em casa e reúna toda a família para contar a todos o espetacular fracasso vivenciado no trabalho, e que saia para comemorá-lo com brindes e festejos. Aliás, não conheço uma criança que tenha recebido como nome “Derrota da Silva”. Do outro lado, cartórios registram diariamente uma enormidade de bebês chamados Vitória. A vitória é a prima rica da derrota. A vitória recebe todas as atenções, mesuras e palminhas nas costas. Para a vitória, tudo.
Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Logo, não poderia, em sã consciência, comemorar a derrota para o Flamengo nesta noite de quarta-feira goulariana. Seria um disparate agradecer aos rubro-negros o favor a nós prestado ao aplicar-nos um sonoro 2 a 0 em pleno Mineirão, diante de mais de 30 mil alvinegros, numa noite na qual o time de Aguirre jogou como se ainda estivesse sob o comando de Levir Culpi.

"Não poderia comemorar". "Seria um contrassenso…" Mas eu vou, sim, agradecer pela tunda. Para mim, não haveria melhor momento para a equipe e torcida atleticanas encararem um revés: quando não vale nada. E ainda mais para o Flamengo, time que sempre nos salta a veia no pescoço, cuja vitória é sempre contabilizada como boleto da parcela da vingança eterna.

Perder para o urubu em casa serviu para revelar-nos a distância que estamos da performance necessária para arrebanhar os títulos que disputaremos. O Flamengo foi o nosso “memento mori”, fez-nos ver que, apesar da imortalidade do Atlético, o time atual ainda é composto por meros mortais. O time alvinegro é o mesmo em nomes, posicionamento e atitude que terminou 2015, num espetáculo revisto diversas vezes em 5 atos: 1. uma vontade viceral de vencer nos primeiros 15 minutos de jogo; 2. a tentativa marota de jogo cadenciado, com direito a toquinhos de calcanhar, até o término do primeiro tempo; 3. a volta displicente depois do intervalo; 4. o gol sofrido num contra-ataque resultado da subida kamikaze de toda a linha defensiva; 5. o desespero seguido de prostração por não encontrarem o caminho da virada.
2015 ainda vive! Diferente dos dois anos anteriores, quando, não importando o resultado, o Galo não se prostrava - Corinthians do Mano e Flamengo do Penido que o digam -, o ano passado nos reservou alguns times, como Santos, Sport e São Paulo, sapecando no nosso lombo com requintes de crueldade. Dentro de campo, os mesmos 5 atos descritos acima.

A reflexão que a derrota dessa quarta traz é: o que tínhamos em 2013/2014 e que não tivemos em 2015? Essa ausência continua para 2016?

Casco na meia cancha, meu amigo. Tínhamos jogadores cascudos que participavam do jogo na construção das jogadas, que chamavam a responsa: Ronaldinho Gaúcho (!) e Diego Tardelli; Guilherme, quando estava fora do departamento médico. Hoje, temos Giovanni Augusto, Dátolo e Dodô, atletas de muito potencial, mas ainda sem a mesma tarimba dos antecessores. O argentino alterna seus momentos, com golaços e atuações apagadas. Giovanni é mais regular: perde gols feitos recorrentemente.
 Há que se dar tempo pra Aguirre compor um novo modus operandi para a equipe. Tempo para que Giovanni Augusto, Dátolo, Dodô e Cazares se encontrem neste modelo de jogo e produzam mais e melhor. Pratto, que é muito mais habilidoso que Jô, tem muito a oferecer ao time. Mas precisa que a jogada chegue até ele. É quase desumano esperar que o Urso desarme na meiuca, puxe o contra-ataque e finalize. Se bem que é quase isso o que ele tem feito. Chamarão o Ibama para o Galo.
 Mas, dessa vez, o Ibama não autuará o Atlético pelos maus tratos ao urubu. Diferente dos últimos anos, não escalpelamos o pobre coitado. Foi melhor assim. Ele nos ajudou a chegar mais conscientes à Libertadores. Consciência que pode gerar mudanças e fortalezas. Nós o ajudamos a chegar mais confiantes para a disputa do… do… do campeonato carioca.


Volteii genteee

Volteiiiii

Adriano acerta compra de time dos EUA e volta ao futebol após quase 2 anos

Adriano está de volta ao futebol. Após um ano e 10 meses sem entrar em campo, desde que defendeu o Atlético-PR na Libertadores de 2014, o jogador acertou a compra de 40% do Miami United, dos Estados Unidos, por cerca de 4 milhões de dólares (R$ 16,1 milhões) e está de volta aos gramados.
 
Apesar de Adriano não ter se pronunciado oficialmente sobre o acerto, os empresários nos Estados Unidos já estão até comprando um carro e uma casa para o atacante, que já avisou que levará toda a família junto. O pedido é que o imóvel tenha ao menos quatro quartos. A situação estava encaminhada nos últimos dias, quando o jogador já vivia clima de despedida no Rio de Janeiro.
Segundo apurou o UOL Esporte, Adriano chegaria aos Estados Unidos apenas depois do Carnaval. O desejo do jogador é aproveitar seu aniversário, em 17 de fevereiro, ainda no Rio de Janeiro.

Na última quinta-feira, o ex-jogador do Flamengo estava ativo nas redes sociais. Na comunidade da Vila Cruzeiro, ele fez a barba posou para fotos e se declarou: "Nunca vou esquecer minhas raízes", escreveu na legenda de uma das imagens. O objetivo é viajar para os Estados Unidos logo depois do Carnaval.
O Miami United pertence à liga NPSL, considerada a quarta maior liga dos Estados Unidos - a emergente MLS é o principal torneio do país.
Mesmo sem jogar desde abril de 2014, quando defendeu o Atlético-PR na Libertadores, Adriano segue despertando interesse de vários clubes brasileiros, que o procuraram no fim de 2015. Foi exatamente nesse momento que o Imperador oi procurado por um grupo de gestores da equipe da Flórida e se interessou pelo projeto.
Por ser sócio do time, Adriano terá participação em todas as receitas do Miami, além de um salário mensal de aproximadamente 10 mil dólares (R$ 40,7 mil) como jogador. Os outros 60% do clube pertencem ao presidente do United, o italiano Roberto Sacca, responsável por administrar um clube em ascensão com lucro de quase 5 milhões de dólares por ano. Torcedor da Inter de Milão - clube onde o Imperador fez história -, o cartola é fã do atacante e trabalhou para facilitar a negociação.
Na Flórida, Adriano terá no clube de Ronaldo, o Fort Lauderdale Strikers, o grande rival em termos de torcida - apesar de os times jogarem ligas diferentes. Os dois clubes disputam espaço no estado e a preferência dos novos torcedores.
Segundo pessoas próximas ao jogador e que participaram da negociação, Adriano escolheu o projeto na Flórida justamente pelo fato de se afastar do cenário já desgastado de sua imagem no Brasil.

Sem Rubinho presente, torcedores do Fla e do Flu protestam contra a Ferj

Torcedores Flamengo - FLuminense - ferj (Foto: Sofia Miranda)Mesmo após o fim do conflito entre a CBF e a Primeira Liga, já que na noite de quinta-feira a entidade comunicou a autorização para a competição ser realizada, um protesto de torcedores aconteceu na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Foi no fim da manhã desta sexta-feira, na Zona Norte da cidade. A movimentação começou por volta das 11h20 e teve, inicialmente, cerca de 40 torcedores do Flamengo, que levaram uma faixa com a palavra "indignação".Protesto - Flamengo - Ferj (Foto: Sofia Miranda)

Depois de iniciado, manifestantes do Fluminense também chegaram ao protesto e esticaram sua faixa com a mensagem: "Lutem até o fim". O presidente da Ferj, Rubens Lopes, foi internado na noite da última quinta-feira no Clínica São Vicente, na Gávea, mas passa bem.
Faixa torcida do flu (Foto: Sofia Miranda)


Fonte:Globoesporte.com